Indie: Entrando no jogo

São quase 10 anos trabalhando com desenvolvimento de jogos, parte deste tempo trabalhando para empresas e parte deste tempo prestando serviços para outras empresas como amoraleite.com. Mas foi em agosto de 2013 decidi desenvolver jogos de forma independente e os primeiros resultados foram o Monstros vs Robôs e o Beyond The Skies, jogos que fiz sozinho.

Monsters vs Robots  A fun application that contains a book and several interactive games for fun. With an exciting narration written and spoken in English and Portuguese , the story chronicles the conflict of Nino, a small boy who uses imagination to overcome the problem of sleeping in the dark. For Children’s: (3-6 years), languages portuguese and english.   Simples e direto! Construir o edifício mais alto que puder em um modo de um jogador! Grave sua pontuação e desafie os seus amigos através do Game Center!  Desafie um amigo em um modo de 2 jogadores para colocar a próxima peça sem deixar cair tudo! Quem deixar o edifício desmoronar perder o jogo!    TheFlightTest128

Baixar os jogos

Depois de conquistar 2 vezes o segundo lugar no concurso nacional de criação de jogos empreendedores do SEBRAE, aonde o número de jogos inscritos somavam cerca de 850 entre os dois concursos, uni forças com meu amigo programador Otto Lopes para elevar os jogos a um novo nível. Lançamos o nosso primeiro jogo Flappy Bird clone que fizemos do zero em 4 dias para testarmos nossos recursos e estabelecer um workflow de trabalho, o nome The Fligh Test representa este nosso primeiro voou de teste!

Não é nada fácil! Este tempo todo trabalhando para a indústria foi o que me possibilitou ter recursos para entrar nesta jornada indie. O fato é que sempre é difícil abrir seu próprio negócio seja uma padaria ou um estúdio de desenvolvimento de jogos, exige muito trabalho, dedicação e disciplina. Quando decidi ser artista/designer e viver disto sofri muito preconceito, principalmente dos mais próximos, diziam que isso não era profissão e que eu deveria estudar para ser arquiteto, advogado ou professor seguindo o meio acadêmico… Eu só pensava em continuar… Mas foi trabalhando com video games que o preconceito aumentou consideravelmente. A pergunta mais comum que escuto dos meus colegas é, você ainda esta fazendo joguim? As pessoas em geral tem a idéia de que trabalhar com jogos é jogar o dia todo, uma vida de prazeres e riquezas fáceis. E para piorar a mídia ressalta ganhos exagerados como no caso do Flappy Bird que rendeu 50 mil dólares por dia para o colega Dong Nguyen ou da empresa Supercell que tem o faturamento estimados em 1 milhão de dólares por dia. Isso tudo gera aquela falsa idéia de que é muito fácil ficar rico criando jogos. Se contar a história do caminhoneiro que ficou rico vendendo sanduíches será que todo mundo vai querer abrir uma lanchonete? ( McDonald’s )

Coloquei este post na área tutoriais para contar um pouco da minha experiência a vocês leitores. Então eu diria para ir devagar com este pensamento de ficar rico. Trabalhar com jogos é a mistura de todas as artes, mídias e ainda estar na vanguarda do conhecimento tecnológico. É muitas vezes arriscar criando algo que ninguém nunca fez e que no momento só você acha que é bom. É entender e conhecer bem todos os sentidos humanos, afinal você está lidando com todos eles, em um jogo o jogador escuta, vê e interage com tudo aquilo que você criou. Diferente da TV que se assiste passivamente. Em fim criar seu próprio jogo é criar seu próprio produto, e é ai que entra outra área muito importante neste negócio, vender. Como em qualquer negócio desenvolver jogos tem risco e apostar em algo totalmente novo ou algo grandioso aumenta a probabilidade de se falhar. Falhar não é bem uma opção em um mercado tão caro, competitivo e rápido quanto este. Por isso vem o que eu considero um dos pontos mais importantes no processo de desenvolvimento de um jogo.

  • Qual é a vantagem em seguir jogos de sucesso? (mecânica, gameplay, visual, etc…)
  • Qual segmento de mercado o meu jogo se encaixa? ( crianças, adolescentes, meninos, meninas, categoria do jogo, etc…)
  •  Qual a minha capacidade de desenvolvimento? Em outras palavras, quanto tempo levo para desenvolver determinado jogo ou parte dele?
  • Quais recursos vou precisar e quanto custa em tempo ou dinheiro determinada tecnologia?
  • Quais as particularidades de cada loja, dispositivo e grupo de consumidores?
  • Qual o melhor Meio de monetização para meu jogo?

São perguntas que me faço na hora de planejar um jogo. Com a maioria destas respostas com certeza você será mais acertivo em um próximo grande projeto. Todo negócio é gradual, a menos que se tenha um grande investimento a espera o mais certo é começar testando cada etapa do processo. Esta lista sempre está sendo atualizada por mim, está longe de estar completa.

Os primeiros aplicativos

O aplicativo Monstros vs Robôs foi minha entrada no universo da programação e me ajudou a desenvolver a minha antiga paixão por criar músicas. O MvsR foi um destes projetos que você investe mais do que o necessário e acabou ficando maior do eu gostaria. Quando digo maior não quero dizer que é um projeto grandioso, e sim maior do que eu poderia dar conta sozinho.

En01      

O Beyond the Skies e o The Flight Test são aplicativos gratuitos, foram relativamente rápidos de se fazer e estes são verdadeiros exemplos de caçadores de métricas. Com estes jogos obtive muitas das respostas que precisava. O The Flight Test, é um clone da mecânica do Flappy Bird e é o primeiro trabalho concluído com meu parceiro Otto Lopes. Não usamos templates, fizemos isso para medir a velocidade do nosso desenvolvimento e testar ferramentas. O Beyond desenvolvi sozinho usando o Corona, eu queria conhecer melhor o código LUA e testar melhor o SDK que achei perfeito pra quem está começando a programar.  Com certeza em nenhum momento pensamos em ficar ricos com estes aplicativos.😉

Beyond Flight

Obrigado pela visita!😉

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