Entrevista: Photoshop Creative

A Photoshop Creative é uma revista direcionada aos usuários de Photoshop, mas também a artistas que buscam melhorar suas técnicas e conhecer o mercado de edição visual, tem qualidade padrão internacional tanto nas informações quanto na impressão. Trás informações e dicas super bacanas nos níveis mais básicos até os mais avançados.

Matéria sobre arte conceitual:

 

Matéria sobre a criação do aplicativo Monstros vs Robôs:

 

Exposição – Start

Olá colegas!

Fui convidado a expor meus trabalhos na galeria Clébio Sória na Câmara municipal de Porto Alegre. A exposição recebe o nome de Start, ou inicio em português. Além de ser uma palavra comum do meu universo video games, é adequada para mostrar um set de 23 trabalhos que marcam o inicio da minha carreira como artista ilustrador.
Gostaria muito de contar com a presença de todos vocês. Está é minha primeira exposição e espero que gostem. O endereço completo:

Data: 3 a 28 de outubro de 2011
Local: Galeria Clébio Sória
Horário de Visitação: de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h, e sexta-feira, das 9h às 15h
Av. Loureiro da Silva, 255

🙂

Concept Art of Amazon – Nintendo Wii

Ubisoft

Este seria um jogo para o console Nintendo Wii direcionado ao público infantil e a participação dos pais, seria um “Family Game” aos moldes do Rayman Raving Rabbids. O projeto já estava a 6 meses em andamento quando eu entrei, trabalhei nos 5 meses finais do projeto gerando conceitos que pudessem ajudar a visualizá-lo e viabilizá-lo. Mas infelizmente este jogo nunca chegou no mercado.

Tudo começa com uma ilustração de aquecimento algo sem muito propósito apenas para entrar no clima, mas sempre cheio de segundas intenções! Uma das tarefas do artista conceitual é buscar este visual inovador e não gerar mais uma ilustração bonita! Artista conceitual não faz ilustrações sem propósito! Ele faz ilustrações como ferramenta de diálogo e consequentemente teremos ao final do projeto muitas ilustrações bonitas. Meu objetivo era ter um visual próximo ao limite máximo do Nintendo Wii. Segui em frente com outras ilustrações que pudessem nos trazer mais algumas respostas, vou postar as principais. A pedido do Diretor de Arte tentei algumas mudanças de estilo, algo mais real e menos cartoon. Enquanto eu seguia com alguns conceitos, a equipe seguia com testes em 3D para o console.  Senti falta de um estudo um pouco mais especifico sobre como deveria ser a arte do jogo. Eu contribui criando um moodboard (quadro com imagens diversas trazendo o sentimento que o jogo deveria ter) outra grande ferramenta de comunicação do artista conceitual. Com isso teríamos um bom caminho a seguir e ótimas referências. Baseado num board de Thumbnails do colega Gerson Klein, pude criar alguns sketchs de personagens. Em reunião a equipe escolheu o Pajézinho e mais índios para serem coloridos. Nomes: Grilo do Sol e o Montanha que Chora.  A  artista Larissa Docolas chegou a gerar inúmeros thumbnails de árvores e todas ficaram excelentes eu escolhi uma para finalizar e torna-la o tipo padrão do jogo.

Com 5 meses de trabalho nada havia sido decidido ainda. Infelizmente como artista conceitual eu não poderia decidir como seria o jogo final. Como artista conceitual eu deveria fornecer quantas artes forem necessárias para para ajudar o diretor de arte a tomar a decisão final e ele por sua vez deveria responder ao QG da Ubisoft. A falta de decisão esgotou nosso prazo para terminar o jogo, então a equipe começou a definir algumas coisas as pressas baseado nos últimos feedbacks do QG. Apesar de ser um jogo desenvolvido dentro da casa, ou seja nosso, tínhamos um deadline e principalmente tínhamos uma meta de qualidade a ser atingida.
Por causa da falta de tempo, a tarefa de gerar idéias já não era mais necessária, então tiver que entrar em outras áreas da produção. Dorothy a Lead Artist da empresa sugeriu ao Diretor de arte que eu ficasse responsável pelo controle de cores das cenas, a
lém das cores gerais de cada take de cenário que entregávamos eu ajudava com sugestões de cores para os minigames que estavam sendo produzidos. Assumi está função no último mês de produção.

Triste por não termos passado do Kick of Meeting (reunião que determinaria se o nosso projeto iria a frente ou não)  mas feliz por ter tido esta grande oportunidade que poucos de nós aqui em nosso país tivemos. Este post eu dedico a todos que trabalharam neste job. É para vocês amigos.

Um agradecimento especial ao Edival Lago que me incentivou a fazer este post: Deixa de Nerdice

História dos Video Games

Introdução

Nós temos a sorte de viver está era maravilhosa de transição de toda esta tecnologia do entretenimento. Preparei este post para contar minha experiência com todos os vídeo games que eu tive e a oportunidade de ter acesso em sua época de lançamento. Hoje é fácil escolher um console daquela época passada pois já conhecemos  o resultado da história, mas imagine um mundo sem internet, onde toda informação era provida por revistas ou muitas vezes por histórias de amigos que viajaram. Você não tinha a menor noção do que iria acontecer no futuro, quem iria estar de pé? Quais jogos se tornariam clássicos? As fitas eram caras e a palavra demonstração não existia. Não existia Youtube, e a internet nem era tão famosa assim. Não se esqueça de clicar nos links para conhecer um pouco mais dos consoles e dos jogos.

Nesta história sempre vou ressaltar o enorme esforço que minha mãe fez para garantir que eu participasse desta festa e dedico a ela este post.

Tele-Jogo – (Primeira Geração)

Tudo deveria começar com um tele jogo da Philco que não dei tanta atenção porque meus Playmobils e Comandos em Ação eram bem mais divertidos na época, o vídeo encontrou seu fim no lixo :/ Cheguei a jogar pouquíssimas vezes.

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Telejo da Philco

 

Odyssey 2 – (Segunda Geração)

Então tudo realmente começa quando ganhei meu Odyssey, um console de segunda geração da Magnavox/Philips. Esta seria a primeira vez que eu ficaria impressionado com gráficos, deu vida a minha velha TV de tubo e a válvulas. Minha casa sempre estava cheia de amigos para jogar, afinal, vídeo games sempre foram caros e poucos tinha a sorte de tê-los em casa.vComprar novos cartuchos era extremamente difícil. Naquele tempo sem internet e sem revistas especializadas, olhar bem a caixa antes de comprar era a principal regra. Outra opção era tentar emprestar jogos com os poucos amigos que tinham o console.

O Atari 2600 apesar de mais popular, ainda era um console de segunda geração. Nesta época minha mãe lutava pela nossa sobrevivência em São Paulo trabalhando como vendedora de loja no Shopping Eldorado em São Paulo, algumas vezes tivemos que morar de favor para ter aonde dormir e este seria um video game que que tinha certeza que eu não teria, apesar da minha pouca idade, algo em torno de 7 anos, eu entendia perfeitamente a nossa situação. Mas joguei Bastante o Atari na casa dos meus amigos e primos, enquanto isso meu Odyssey ficava cada vez mais obsoleto.

 

Top Game VG-8000 – (Terceira Geração)

A terceira geração chegou! E que nunca sofreu bullying? Foi assim que conheci o Master System, ainda não tínhamos condições nenhuma de comprar video games e para piorar eu era o novato no bairro, além disso eu tive uns amigos nada amistosos que tinham o console mas que me deixaram de fora da diversão. As vezes enquanto eles jogavam eu ficava de ouvido na porta escutando os sons e imaginando como seria o jogo… 😔

Eu e minha mãe tivemos que sair de São Paulo para Fortaleza por que as coisas pioraram bastante. Na saída passamos em uma loja de eletrônicos e me deparei com o Dynavision 2 o primeiro clone do Nes aqui no Brazil, ai já viu né! Meus olhos encheram de lágrimas, olhei para a minha mãe e ela olhou para a carteira e disse, é filho não vai dar. Puxa eu já tinha colocado a caixa debaixo do braço… Mas a explicação de que precisavamos de dinheiro para comer durante a viagem de 3 dias e 3 noites de ônibus São Paulo para Fortaleza era mais do que suficiente, mesmo para uma criança de 12 anos aficionada por video games.


1990, já em Fortaleza, assim que minha mãe conseguiu um emprego ela me presenteou com a terceira geração de video games, o Top Game VG-8000! Era o video game mais barato, mas talvez tenha sido o melhor video game que já tive em minha vida devido a todo o esforço dela, mesmo sendo um mês jogando e um mês no conserto! Jogava escondido na tv da minha avó porque ela jurava que aquilo estava destruido a sua velha tv. E como foi bom… Mega Man, Super Mario, Batman da Sunsoft, Castlevania e muitos outros! Jogava até criar bolhas nas minhas mãos naqueles controles absurdos da CCE, eu praticamente viajava para alugar um cartucho do nes, eram 2 horas de ônibus só de ida e pelo menos 30 minutos a pé para pegar um cartucho e devolver no outro dia. Vencer um jogo para mim, tinha um valor muito especial. 😛

Game Boy e Game Gear- (Portáteis)

Então veio os portáteis, e com a situação um pouco melhor minha mãe, minha heroína me deu o Game Gear e posteriormente o Game Boy. Era muito bom jogar sem TVs. Mas o Game Gear sempre ficava sem pilha quando a brincadeira estava ficando boa…

Genesis, Super Nintendo, Turbo Grafix – (Quarta Geração)

As revistas surgiram e com isso informações de primeira mão do mundo do Tio San. Uma delas me apresentou o Mega Drive (Genesis) e foi ai que pensei, está na hora de achar meu pai sumido, minha mãe já tinha dado muito duro. Já faziam pelo menos 5 anos que não falava com ele, então precisava ser acertivo, escrevi uma carta de 4 páginas mostrando todos os detalhes do novo console e toda sua maravilhosa tecnológica 16 Bits. Acertei na mosca! O velho me mandou o Genesis que mau tinha sido lançado nos EUA, foi lindo e maravilhoso ver o Sonic preto e branco, sim porque transcoder era coisa do futuro e a TV da minha querida avó era antiguinha. Mas com certeza a parte pior era pegar emprestado o transformador 110-220v da geladeira da minha santa avó para jogar, sim, a vovó novamente me salvando! Eu descongelava a geladeira na parte da noite para me dar uma dose de Sonic preto e branco durante o dia. (o transformador pesava cerca de 15 kilos! Um tipo de dinossauro dos transformadores) . Foi também com o Mega Drive que aprendi a fazer trocas e fiz a minha primeira “troca do arrependimento”, Sonic (Not for Resale) por Shadow Dancer pirata… Como eu ia saber que o Porco Espinho iria ficar tão famoso! Hoje graças aos meus esforços estou recuperando minha coleção, e não é que consegui uma cópia do Sonic Not for Resale para guardar de lembrança!!!

Depois de vários negocios furados e outros bons levantei uma grana vendendo tudo que eu tinha para comprar meu ingresso para o Super Nintendo. Definitivamente foi o inicio da minha vida de negócios no mundo dos games. Eu e o meu amigo Mozart finalizamos o Super Mário World num fôlego só tamanho era o vício. Dai vinheram as pérolas, Super Castlevania, Super Metroid, Zelda, enfim são tantos que um dia faço um post exclusivo sobre os jogos que joguei e os que finalizei no Super Nintendo, provavelmente vai se chamar “endurance”.

Numa locadora conheci o Neo Geo, video game muito desejado até hoje por colecionadores. Era realmente muito caro para os padrões da época, mesmo com minha habilidade adquirida nos negócios de troca e venda e mais a adição de grana da minha mãe não dava para chegar nem perto do valor que ele custava! Joguei muito nas locadoras, algo comum naquela época, pagar para jogar. Uma curiosidade, o poder dos seus gráficos incríveis estavam também nos enormes cartuchos e não somente no video game em si.

Naquele tempo o esquema de consoles nas locadoras para jogar por hora era uma febre. Numa destas locadoras conheci também o Turbo Grafx da Nec com o upgrade de unidade CD, Este foi o primeiro video game a ter uma unidade de CD. Eu surtei escutando a narração em japonês dos personagens do jogo Valis 3, eu não entendia absolutamente nada do que eles estavam falando, mas eles estava falando, e isso era incrível para mim!  Além dos CDs ele tinha uma excelente coleção de títulos em Hu-card, pequenos cartões eletrônicos. O video game que não chegou a ser popular aqui no brasil. Graficamente o Turbo Grafx se assemelhava ao SNES. Então como eu sempre digo, vamos aos negócios! O TurboGrafx troquei pela minha bicicleta .

3DO, Sega Saturn, Nintendo 64 – (Quinta Geração)

Eu sempre fui rato de locadora e um consumidor assíduo das revistas sobre video game. Eu acreditava em tudo o que eles falavam. Numa destas eu li sobre o lançamento do 3DO da Panasonic, até hoje eu quero matar o redator da revista que colocou a foto montagem do jogo Road Rash como imagem real do jogo! (imagens abaixo) Até 2018, mesmo com um visual ultra realista do Forza 3 é impossível que um console faça um jogo com aquele gráfico. Apavorado eu imediatamente coloquei toda minha energia em função da compra deste video game, vendi o que tinha e o que não tinha para comprar o 3DO, e ainda precisei do que seria a última ajuda da minha santa mãe para comprá-lo. Foi maravilhoso poder jogar o Crash’n Burn, mas com o valor que paguei poderia ter comprado o Neo Geo. O 3DO era realmente cativante, pena que ele nasceu no meio de uma batalha de Titans e logo perdeu espaço.

Como eu havia dito, a guerra entre Titans estava declarada, Sega Saturn ou Playstation 1,  resolvi apostar em quem tinha mais historia de mercado. Só porque o novato lembrava meu Super Nintendo não ia cair no conto do vigário. Sega Saturn comprado diversão garantida, até hoje considero que fiz uma excelente escolha. O Sega Saturn tinha um slot de cartucho que usei apenas como expansão de memória para jogar Darkstalkers. Como de costume o video games que eu não tinha Jogava nas locadoras, e com o Play 1 não foi diferente. Eu nunca fui fanático por uma empresa x ou y de games, enquanto meus amigos se matavam para dizer quem era a melhor eu ficava triste por não poder jogar tudo o que era lançado em meu console.

Trabalhando e com meu próprio dinheiro comprei meu N64 e o Mario 64 e nossa, isso é que eram gráficos! Finalmente meu primeiro console comprado com meu próprio trabalho, tinha um gostinho todo especial. Eu pude jogar grandes títulos como o 007 e o Zelda Ocarina.

Dreamcast e Playstation 2 – (Sexta Geração)

Não demorou muito e outra grande guerra entre consoles estava declarada. A geração de 128bits trazia quatro gigantes, o Dreamcast , Playstation 2, Xbox 1 e o Game Cube e graças as revistas de games que falavam da dificuldade de conseguir jogos para estes dois últimos consoles optei pelo Dreamcast, e agora já conseguia comprar meus próprios consoles com meu trabalho, dentre as opções ele era o mais barato e novamente a tradição SEGA em fazer jogos que eu gostava estava a seu favor. Afinal quem precisava de um player de DVD?

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Pois é o tempo passou e resolvi comprar um player de DVD e o dreamcast foi vendido para a compra do meu Playstation 2. A fama do Playstation 2 foi tanta que permitiu a Sony errar no início do Playstation 3 que era vendido com o preço acima do mercado,  e depois corrigiu o erro mais tarde oferecendo qualidade.

 

Nintendo Wii, Xbox 360 e Play Station 3 – (Sétima Geração)

Na próxima geração fui completamente fisgado pela propaganda da Nintendo e seu Wii, nesta mesma época realizei meu sonho de entrar para a industria de jogos trabalhando para a Southlogic Studios a maior desenvolvedora de jogos de nosso país naquela época.  Então comecei a caça ao fantasma Nintendo Wii,  foi o video game mais difícil que já comprei em minha vida, não era uma questão de dinheiro, isso aconteceu porque todos resolveram comprar o novo brinquedo da Nintendo e por isso ele simplesmente não existia nas lojas. Finalmente pagando a bagatela de R$1600 comprei o meu Nintendo Wii, super console, super divertido, todos aqueles títulos da Big N, mas os gráficos, bem, os gráficos ficavam a desejar devido a baixa resolução, justamente na era de TV’s Lcds.  Afinal quem é que precisa de gráficos?

Não demorou muito e com um pouco mais de trabalho ($$$) eu comprei um Xbox 360, tudo em pró do conhecimento e da diversão é claro. Que maravilha de gráficos o 360 tinha! E fui feliz com os dois até decidir vender tudo para comprar um PS3! Sempre vendendo e comprando para poder viver um pouquinho de cada época. 😉

Playstation 4 e Xbox One S – (Oitava Geração)

Primeiro veio o PS4 que logo vendi para ajudar a comprar minha casa, depois de recuperar o fôlego comprei meu xbox one S. Ambos são idênticos graficamente, hoje a grande diferença fica a cargo dos jogos exclusivos. E para onde foi toda aquela empolgação da infância? Digo que diminuiu bastante devido a industrialização da área, muito do mesmo tem se repetido, sempre a mesma fórmula. Mas eu continuo acreditando que novas ideias, novos consoles e acessórios malucos ainda virão. E depois de todos estes anos quem diria em? A Sony de pé! A Sega saiu do ramo de consoles, A Microsoft entrou pra valer no mercado de jogos, e a Nintendo depois dessa montanha russa toda continua uma gigante e referência para todas as gerações!

Coleção:

Não abri mão de recuperar toda a história que vivi comprando os velhos manuais, alguns cartuchos raros, alguns dos principais consoles antigos e a maioria dos joysticks e seus devidos adaptadores USB. Isso é algo que venho trabalhando a muito tempo, faço tudo para me lembrar dos melhores momentos. Devo muito disso a minha mãe que apostou em mim do começo ao fim de sua vida e que hoje descansa em paz. Atualmente é nesta área que eu trabalho com muita satisfação. E é com o fruto desta área que comprei minha casa, meu carro e sustento minha família, criando e planejando estes jogos, torcendo para que algum dia eu possa surpreender a vocês e a mim mesmo com um grande título. Sinceramente eu espero que esta área só cresça e que venham as próximas gerações! Saúde!