Por um vale transporte e um prato de comida.

Quando eu percebi que o negócio de vender marcas animadas em 3D estava com os dias contados, eu fui atrás de agregar mais conhecimento nesta carcaça. Nesta época a internet ainda estava engatinhando, além de cara e lenta o conhecimento não era nem perto de como é divulgado hoje, não existia nem o google, nem o Youtube. Tudo estava em livros raros, caros ou em inglês, muitas vezes nada didáticos, neste tempo difícil, minha melhor alternativa era buscar conhecimento com os poucos colegas de mercado e com os que estavam dispostos a dividir o que sabiam comigo. Aqueles que eu chamo carinhosamente de professores.

Foi com estes poucos professores de profissão que naquela época eu conheci a edição não linear e a finalização de vídeo, fitas, botões, monitores CRTs e computadores Pentium DX4… Para me introduzir neste mercado aceitei um tipo de estágio não oficial, fui remunerado com uma vale transporte e um prato de comida. Era isso mesmo, eu trabalhava por transporte e comida. Como eu disse, naquele tempo adquirir conhecimento nunca foi uma tarefa fácil. Mas quer saber, ainda hoje chamo de professor todos aqueles que dispõem a me ensinar algo. Algo, me refiro a tudo e não somente a coisas relacionadas a tecnologia. Se eu te chamei de professor algum dia, fica aqui meu carinho e meu muito obrigado.

Hoje temos fartura da informação, basta se ligar no Youtube e aprender algo novo, basta digitar no google e BOOM! Está tudo ali! Esta facilidade de hoje é mesmo encantadora e ao mesmo tempo preocupante. Cuidado com aqueles que oferecem terrenos no paraíso em troca do seu dinheiro ou do seu tempo. Quando trabalhei em uma grande empresa de produção de jogos uma frase chegou até meu conhecimento, era assim: Vamos contratar, pagar pouco e depois demití-los em menos de 2 anos… Quem é que não vai querer trabalhar aqui? Justo? A resposta é sua, mas eu tomei minha decisão quando aceitei um prato de comida e um vale transporte no meu passado.

Se é fácil para você é fácil para os outros.

Amora

Obrigado!

Monsters vs. Robots, meu primeiro aplicativo que desenvolvi sozinho, 2014.

Escrevo este texto aos amigos e colegas que acompanham meus trabalhos. Ok! Também aos pernilongos que picam bebem o sangue e vão embora…
Estou feliz! Finalmente estou dando sequência ao re-make do meu livro interativo Monstros vs Robôs. Aplicativo que foi um marco na minha produção independente como amoraleite.com. Anteriormente feito em LUA com o motor Corona, agora estou portanto ele para a Unity em C#. Com tudo que eu aprendi até agora espero melhorar bastante o resultado final.

A verdade é que minha mente inquieta e quase louca me faz trabalhar em 4 projetos pessoais simultaneamente. Com intuito de estudar, mas acima de tudo, lançar um game ainda melhor, alterno meus pensamentos entre todos estes jogos. Me faz um bem ir e voltar entre os projetos, melhoro meu olhar critico quando retorno a cada um deles. Sem perder tempo eu mantenho minha característica principal, a de ser decidido. Eu sempre busco a conclusão de cada projeto. É o que dizem, para o céu ou para o inferno o caminho é sempre mais rápido quando se está sozinho.

Recomendo fortemente a vocês seguirem minha fan page: amoraface.
Estou sempre postando novas imagens e detalhes de todos os projetos. Tento colocar diariamente cada resultado, as vezes demora um pouco mais devido a pequenas paradas para estudar ou atualizar minhas redes sociais. Algumas imagens dos outros 3 projetos que estou desenvolvendo logo abaixo, mas tenho que dizer, existe um 5º e talvez um 6º projeto… “Madness? THIS IS SPARTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!”

WIP
WIP
WIP

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O que é arte?

Digital x tradicional

O que verão a seguir é o resultado do meu desenvolvimento na arte tradicional, comparo meus trabalhos criados digitalmente com os meus trabalhos pintados com tinta acrílica sobre tela. Esta é minha busca por meios mais orgânicos de expressão.

Grupos

Uma certa vez quando jovem procurei uma galeria de exposição para apresentar uma de minhas pinturas digitais. O curador em um tom irônico disse, isso aqui não é arte garoto, você fez no computador e não tem valor nenhum para nós. Aquilo foi como um tapa na cara, sem entender muito do mundo que vivemos, fiquei desorientado e até hoje ainda é algo que me intriga…

Durante minha carreira isso se repetiu várias vezes, frases como, lindo esta sua montagem com clip-arts (imagens tiradas da internet). Se você der um zoom bem aqui de 1000x, esta parte borrada é a sua arte! Você deve ter um computador bom mesmo para você fazer algo deste tipo. Você nasceu com um dom divino, não precisa nem estudar. O que você faz é técnico, quase matemático… Estas frases foram me ditas por pessoas experientes, que fazem parte do que eu chamo de “sociedade dos artistas anônimos”.

Talvez não seja novidade para você, mas eu agora estou convencido de que nosso mundo é formado por grupos, demorou um pouco, sabe como é né? Vim, vi e venci. Se você não faz parte de um grupo, aquilo que você fizer pode não ser visto da melhor maneira. Estas sociedades de artistas anônimos estão por todas as partes, ocultos e muitas vezes bem posicionados, eles definem o que é arte. Se você se adequar ao tom proposto você tem chances de entrar na festa.

Mas o que é arte? Arte é todo tipo de expressão humana, seja corporal, visual, verbal… Mas é também aquilo que causa incomodo ou não, belo ou bonito, simples ou complexa, comercial ou gratuita, feita com qualquer meio possível, com um significado ou que não represente absolutamente nada. Mas em minha opinião, acima de tudo a arte é como um cão abandonado que anseia por um dono que o adote e o chame por um nome.

Como diz a música Subdivisions do Rush, “Be cool or be cast out”

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Simon diz…

kisspng-simon-merlin-scattergories-the-game-of-life-operat-colored-style-5ae58895ab37c2.1113914515249921497013Sabe aquele cidadão que fica no seu ladinho te dando aquela dica naquilo que você está fazendo? Pois é, este é o famoso papagaio de pirata ou como naquele jogo, o Simon que você deve fazer o que ele diz. Quando comecei com o negócio de vender marcas para clientes foi quando conheci aos montes esta personalidade. Mas a verdade é que fazer uma marca ou qualquer outro tipo de trabalho com um cliente ao seu lado pode ser doloroso e impagável. Hoje as pessoas são bombardeadas de informações transformando todo vivente em um potencial crítico de tudo.

Uma certa vez em um trabalho de edição de vídeo conheci um cliente assim. Na edição-não-linear você enxerga os pequenos clipes de video na tela e isto te dá a noção de que parte do filme se trata. Quando o cliente percebeu isto ele começou a operar minha mão literalmente, Simon diz… Esse fica ali, Simon diz… Este outro ali… O mais engraçado é que eu não atendi nenhum pedido dele, nadinha! Não por maldade, mas porque literalmente o que ele pedia não fazia sentido. A parte engraçada da história era que quando eu dava o play para visualizar o filme editado ele dizia, está perfeito! E ainda completava, sua profissão é muito fácil em!? É só apertar botões… 😄🙄

Manter a calma neste momento é crucial. E com a minha experiência adquirida eu te digo, é comum o cliente não saber o que ele quer, é comum ele querer participar, é comum ele querer ditar, o que não deve ser comum é você permitir que o trabalho seja feito da maneira errada só porque você está com medo de perder o trabalho, lembre-se, afinal você trabalha com isso, você estudou para isso, então posicione-se. Agora se você é um chutador, então entra em campo e começa a chutar com o Si Continuar lendo “Simon diz…”