O desenho maluco do maluco que ninguém entendia. 

E aqui estou eu novamente para compartilhar minhas experiências.

Passei um bom tempo estudando pintura desde o último post, o que posso acrescentar de mais importante como dica para este post é, a prática leva eleva suas habilidades.

Testei o componente gloss, afirmo, é um produto realmente incrível, ele deixa a tinta acrílica viscosa e com um tempo de secagem muito maior. Facilita muito os degrades, tanto que dá para ficar brincando com as cores por um bom tempo na tela.

Mas porque mesmo esse post se chama cópia?

Minha primeira cópia das poucas que fiz. Esta é a Morrigan Aensland é uma personagem da série de video game Darkstalkers. Acho que eu tinha em torno dos 18 anos quando a fiz.

IMG_0670

Em minha jornada artística pela vida eu copiei muito pouco. Enquanto meus amigos de escolinha desenhavam os super heróis da nossa época e faziam sucesso com os amiguinhos, eu tinha uma estranha mania de criar os meus próprios personagens desconhecidos que ninguém dava bola. Essa mania de criar me seguiu durante a vida, e foi o que me garantiu uma vaga no mercado de trabalho como artista conceitual. Hoje isso me ajuda na minha atual profissão, criação de jogos.

O desenho maluco do maluco que ninguém entendia. 

Essa maluquice ai debaixo eu fiz quando eu tinha aproximadamente 7 a 8 anos…

IMG_0669

Nesta minha fase de pintar em tela, eu sinto falta do combustível do artista, a apreciação do trabalho. Também conhecido como elevação do ego 😊, isso ajuda muito ao artista a continuar a trabalhar, e nada melhor do que pintar coisas conhecidas para trazer aquele “hóó que bonito!”, “hóó que legal!” Além disso, pintando coisas conhecidas você consegue investir mais em suas habilidades técnicas, já foi feito, é só copiar.

Meus trabalhos mais recentes:

 

Adeus Crt-Z!

IMG_1695

IMG_1655

Mais dua telas! E desta vez acrescentei 3 novidades ao meu processo.

IMG_1696

Usei para o fundo uma base que é chamada de Gesso Acrílico, mas não é aquele gesso de parede que conhecemos, este parece uma tinta branca, mas que na verdade dá a base para as outras tintas. Percebi que as cores ficam mais fiéis e mais vibrantes, as misturas diretamente na tela acontecem com mais facilidade.

Outra novidade é que finalmente sai do conjunto de pincéis básicos (Tigre) e agora estou usando dois pincéis sintéticos da Sinoart. Os sintéticos garantem manter o formato por mais tempo, comprovo isso. Mas claro os pincéis Tigres que usei não são referência e preciso de mais tempo para testar, mas adianto, eles trouxeram uma precisão muito superior. Aprendi uma frase com uma senhora da Condor dando aula de pintura em um canal, ela disse, “O pincel é sua ferramenta, não tenha medo de gastar!” “Ferramentas baratas produzem um resultado barato.”

Ao invés da água, estou usando um líquido chamado Medium Acrílico, ele promete retardar a secagem da tinta acrílica, deixando um pouquinho mais parecido com a tinta óleo. Notei que ele cumpre o papel destinado, algumas gotas na tinta em meu godê e ela fica mais fina. Como a água, se quiser alcançar mais transparência é só aumentar a quantidade do medium. Existe o medium gloss que deixa a tinta ainda mais viscosa, esta sim promete deixar a tinta acrílica ainda mais próxima do óleo. Vou testar e depois posto sobre este último!

Sobre as pinturas, foi mais uma grande aula. Foram muitos erros, mas também aprendi bastante. Com medo de cometer um erro irreversível, cheguei a deixar a pintura do gigante parada por dois dias. A do dragão, cheguei a cogitar em amassar e jogar no lixo. Mas isso vai contra o que eu costumo dizer aqui no meu blog. Calma, persistência e disciplina são o combustível para qualquer tarefa. A pintura do dragão foi inspirada em um desenho que fiz quando tinha 15 anos. 🙂 Considero que evolui mais um pouquinho.

Processo:

 

Robô Meca – Pintura acrílica sobre tela.

Eu poderia começar pintando maças, flores e coisas comuns, mas quando você pinta aquilo que você gosta o aprendizado fica mais prazeroso. O importante é sempre ler ou assistir videos sobre o assunto, assim você fica por dentro de técnicas e produtos que auxiliam a pintura. Nesta semana visitei um museu de arte em minha cidade, foi absolutamente incrível ver obras pintadas a óleo bem de perto, uma visita como esta é uma grande aula.

Robô Meca, esta pintura foi inspirada em uma pintura digital de minha própria autoria. O que aprendi aqui. Não há como atingir o mesmo nível de detalhes, a minha pintura digital tem aproximadamente 70x50cm, e no computador manipulamos pixels, posso aproximar a imagem até 1000 vezes. Então, mesmo se eu pintasse com agulhas eu provavelmente não conseguiria chegar no mesmo nível, pelo menos não tão cedo.

Mas é isso que é divertido na pintura, essa sugestão de imagens pelas cores. É fazer o espectador acreditar que está tudo ali sem de fato estar. Para finalizar, eu busquei detalhes, mas confesso que na metade do caminho eu já tinha ficado bem satisfeito com o resultado que estava vendo. Era mais solto. Mas eu sabia que eu precisava continuar, afinal o propósito é estudar! Erros para mim são degraus.

As cores que usei foram:
Vermelho da China
Amarelo
Azul Ultramar
Branco Titanium
Preto

Ainda estou nos pincéis comuns da linha Tigre, estou com pena de usar os novos que comprei… Levou aproximadamente 6 horas divididas em 3 dias.

Fica o registro do processo de mais esta pintura. Espero que gostem!

 

 

Oil Pastels

“Todo mundo vê as pingas que você toma, mas não os tombos que você leva!” Ótima frase que aprendi com uma nova amiga Eddie para ilustrar meu tombo 😉

Este negócio de criar jogos tem me deixado meio maluquinho. E é ai que entra meu espirito de arte, minha velha companheira que me ajuda a refletir sobre a vida. Com uma boa música ou simplesmente com um ótimo silêncio me retiro de todo caos que a vida proporciona e encontro a paz.

IMG_1291.JPG

Pasteis, esta é a primeira vez que brinco com eles. No começo eu confesso que me trouxe mais raiva do que paz. Quando você não domina um instrumento a frustração acontece, você sabe o que tem que ser feito mas não sabe como chegar naquele resultado. Mas andando pela sobra, quero dizer com calma e buscando a diversão você consegue resultados interessantes.

Quando você termina a primeira camada, a vontade é de rasgar o desenho e fazer outro porque parece algo feito por uma criança do pré-escolar. Só que é ai que a brincadeira começa. Com o Pastel o segredo é continuar, colocando camadas sobre camadas… Se combinar as camadas corretamente você faz efeitos incríveis. Quando uma tinta se mistura a outra forma-se uma massa manipulável. O desenho roubei de mim mesmo 😛 O barco é uma ilustração que eu criei para uma empresa de jogos aqui do brasil (Aqui)

O papel que usei foi grosso, imaginei que seria melhor para aguentar a pressão, no meu caso eu usei um 224g. A marca do meu lápis é Pentel, não sei se é a melhor mas serviu para começar. Aprendi um técnica interessante com papel toalha para criar cores difusas, mas não consegui aplicar corretamente nestas pinturas, talvez porque o papel tenha um textura rugosa ou minha paciência estava no fim.

A mão fica bem ressecada depois do uso dos lápis, então depois de lavar prepara um bom creme. Um ponto muito interessante são as cores que ficam muito vibrantes bem como eu gosto. Outro ponto interessante seria começar com folhas menores, 29 x 42 é cansativo para estudar. Agora é aprender com os erros e melhorar os próximos resultados.  Também estou me dando um desconto, tanto tempo focado em Game Design e eu esqueci o elemento principal que deve constar em uma boa pintura, a paciência.

 

 

Indie: Entrando no jogo

São quase 10 anos trabalhando com desenvolvimento de jogos, parte deste tempo trabalhando para empresas e parte deste tempo prestando serviços para outras empresas como amoraleite.com. Mas foi em agosto de 2013 decidi desenvolver jogos de forma independente e os primeiros resultados foram o Monstros vs Robôs e o Beyond The Skies, jogos que fiz sozinho.

Monsters vs Robots  A fun application that contains a book and several interactive games for fun. With an exciting narration written and spoken in English and Portuguese , the story chronicles the conflict of Nino, a small boy who uses imagination to overcome the problem of sleeping in the dark. For Children’s: (3-6 years), languages portuguese and english.   Simples e direto! Construir o edifício mais alto que puder em um modo de um jogador! Grave sua pontuação e desafie os seus amigos através do Game Center!  Desafie um amigo em um modo de 2 jogadores para colocar a próxima peça sem deixar cair tudo! Quem deixar o edifício desmoronar perder o jogo!    TheFlightTest128

Baixar os jogos

Depois de conquistar 2 vezes o segundo lugar no concurso nacional de criação de jogos empreendedores do SEBRAE, aonde o número de jogos inscritos somavam cerca de 850 entre os dois concursos, uni forças com meu amigo programador Otto Lopes para elevar os jogos a um novo nível. Lançamos o nosso primeiro jogo Flappy Bird clone que fizemos do zero em 4 dias para testarmos nossos recursos e estabelecer um workflow de trabalho, o nome The Fligh Test representa este nosso primeiro voou de teste!

Não é nada fácil! Este tempo todo trabalhando para a indústria foi o que me possibilitou ter recursos para entrar nesta jornada indie. O fato é que sempre é difícil abrir seu próprio negócio seja uma padaria ou um estúdio de desenvolvimento de jogos, exige muito trabalho, dedicação e disciplina. Quando decidi ser artista/designer e viver disto sofri muito preconceito, principalmente dos mais próximos, diziam que isso não era profissão e que eu deveria estudar para ser arquiteto, advogado ou professor seguindo o meio acadêmico… Eu só pensava em continuar… Mas foi trabalhando com video games que o preconceito aumentou consideravelmente. A pergunta mais comum que escuto dos meus colegas é, você ainda esta fazendo joguim? As pessoas em geral tem a idéia de que trabalhar com jogos é jogar o dia todo, uma vida de prazeres e riquezas fáceis. E para piorar a mídia ressalta ganhos exagerados como no caso do Flappy Bird que rendeu 50 mil dólares por dia para o colega Dong Nguyen ou da empresa Supercell que tem o faturamento estimados em 1 milhão de dólares por dia. Isso tudo gera aquela falsa idéia de que é muito fácil ficar rico criando jogos. Se contar a história do caminhoneiro que ficou rico vendendo sanduíches será que todo mundo vai querer abrir uma lanchonete? ( McDonald’s )

Coloquei este post na área tutoriais para contar um pouco da minha experiência a vocês leitores. Então eu diria para ir devagar com este pensamento de ficar rico. Trabalhar com jogos é a mistura de todas as artes, mídias e ainda estar na vanguarda do conhecimento tecnológico. É muitas vezes arriscar criando algo que ninguém nunca fez e que no momento só você acha que é bom. É entender e conhecer bem todos os sentidos humanos, afinal você está lidando com todos eles, em um jogo o jogador escuta, vê e interage com tudo aquilo que você criou. Diferente da TV que se assiste passivamente. Em fim criar seu próprio jogo é criar seu próprio produto, e é ai que entra outra área muito importante neste negócio, vender. Como em qualquer negócio desenvolver jogos tem risco e apostar em algo totalmente novo ou algo grandioso aumenta a probabilidade de se falhar. Falhar não é bem uma opção em um mercado tão caro, competitivo e rápido quanto este. Por isso vem o que eu considero um dos pontos mais importantes no processo de desenvolvimento de um jogo.

  • Qual é a vantagem em seguir jogos de sucesso? (mecânica, gameplay, visual, etc…)
  • Qual segmento de mercado o meu jogo se encaixa? ( crianças, adolescentes, meninos, meninas, categoria do jogo, etc…)
  •  Qual a minha capacidade de desenvolvimento? Em outras palavras, quanto tempo levo para desenvolver determinado jogo ou parte dele?
  • Quais recursos vou precisar e quanto custa em tempo ou dinheiro determinada tecnologia?
  • Quais as particularidades de cada loja, dispositivo e grupo de consumidores?
  • Qual o melhor Meio de monetização para meu jogo?

São perguntas que me faço na hora de planejar um jogo. Com a maioria destas respostas com certeza você será mais acertivo em um próximo grande projeto. Todo negócio é gradual, a menos que se tenha um grande investimento a espera o mais certo é começar testando cada etapa do processo. Esta lista sempre está sendo atualizada por mim, está longe de estar completa.

Os primeiros aplicativos

O aplicativo Monstros vs Robôs foi minha entrada no universo da programação e me ajudou a desenvolver a minha antiga paixão por criar músicas. O MvsR foi um destes projetos que você investe mais do que o necessário e acabou ficando maior do eu gostaria. Quando digo maior não quero dizer que é um projeto grandioso, e sim maior do que eu poderia dar conta sozinho.

En01      

O Beyond the Skies e o The Flight Test são aplicativos gratuitos, foram relativamente rápidos de se fazer e estes são verdadeiros exemplos de caçadores de métricas. Com estes jogos obtive muitas das respostas que precisava. O The Flight Test, é um clone da mecânica do Flappy Bird e é o primeiro trabalho concluído com meu parceiro Otto Lopes. Não usamos templates, fizemos isso para medir a velocidade do nosso desenvolvimento e testar ferramentas. O Beyond desenvolvi sozinho usando o Corona, eu queria conhecer melhor o código LUA e testar melhor o SDK que achei perfeito pra quem está começando a programar.  Com certeza em nenhum momento pensamos em ficar ricos com estes aplicativos. 😉

Beyond Flight

Obrigado pela visita! 😉